Mitos da Síndrome do Pânico

Os mitos da síndrome do pânico

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Mitos da síndrome do pânico

Imagem retirada da internet

A síndrome do pânico envolve uma série de eventos que podem acabar caindo no senso comum e serem interpretados de forma errada, tanto por quem sofre de pânico, quanto por quem convive com a doença.

Em meio aos ataques de ansiedade, é comum que a nossa mente gere pensamentos catastróficos, limitantes e na maioria das vezes, longe de se tornarem realidade. Esse artigo tem por finalidade abordar alguns dos pensamentos mais comuns de quem sofre com a síndrome do pânico e desmistifica-los a medida que forem analisados.
Inicialmente, vamos detalhar os sintomas físicos e mentais da síndrome do pânico e conhecer os mais comuns.
Geralmente, o medo de estar “ficando louco”, aparece logo nas primeiras manifestações de pânico. A maioria das pessoas tem pouca ou nenhuma informação sobre essa psicopatologia, o que leva a conclusões errôneas, normalmente baseadas na ansiedade, na desinformação e em uma forte imaginação. Dentre os mitos relacionados à síndrome do pânico e da ansiedade estão:

Ficar maluco

Quando as pessoas pensam no louco, geralmente vem associada a imagem do esquizofrênico, transtorno caracterizado por problemas na fala, delírios e alucinações. Nesse transtorno, existe uma forte predisposição genética para sua manifestação, e seu aparecimento tem início gradualmente, de forma contrária à síndrome do pânico.

Associar o pânico à esquizofrenia parece ser comum, considerando a instabilidade de sentimentos e pensamentos que ocorrem durante um ataque. Por mais que seja comum, essa é uma associação erroneamente adotada por uma parcela significativa de pacientes. Os sintomas que envolvem cada uma das doenças são distintos e podem ser percebidos com relativa facilidade. A pessoa que tende a ficar esquizofrênica, costuma demonstrar sintomas durante toda a vida, como pensamento desorganizado, ou ausência em manter uma linha de pensamento coerente, habilidade motora desorganizada ou anormal, não alterar as expressões faciais durante um diálogo, evitar contato visual, não aparentar emoções, etc. Os riscos caem ainda mais se você possui mais de 25 anos, considerando que a esquizofrenia costuma aparecer ao final da adolescência até os 25 anos.

Perder o controle de si ou da situação

O pânico tende a gerar pensamentos e sentimentos irracionais, como o medo de perder o controle de si ou da situação ao redor. Nesse caso, podem aparecer pensamentos como a possibilidade de reações abruptas do organismo, tais como não conseguir manter órgãos em funcionamento, perder o controle motor, perder a lucidez ou a noção de realidade.

Esse temor se mostra mais evidente em pessoas que costumam ter especial aversão por vexames sociais.
Nesse aspecto, é comum de se pensar que irá atropelar um pedestre ou impulsivamente ferir ou matar alguém que esteja perto de si.

Pare! Por mais catastróficos e aparentemente reais que esses pensamentos possam ser, eles não são reais, você não vai cometer nenhum deles! Respire fundo e pausadamente e relaxe. O motivo de você ter esses pensamentos é por que o seu cérebro está com o mecanismo de luta ou fuga acionado, liberando uma enxurrada de adrenalina no seu corpo, dessa forma, a sua mente tende a avaliar tudo como uma possível ameaça. Esse mecanismo tem início no corpo, mas acaba por atingir a mente.

Pare e perceba, na maioria das vezes, senão em todas, os ataques de pânico que você teve em público não foram percebidos pelos outros e você provavelmente tinha uma aparência de bem estar. Esse é um dos pontos que mais afetam quem sofre com a síndrome do pânico, o medo da vergonha. Naturalmente somos seres sociais e temos mecanicamente sistemas de comportamento que nos afastam de qualquer tipo de situação embaraçosa. Gritar por socorro no meio do metrô, ou pedir por uma ambulância aos berros em ambiente de trabalho é algo improvável. Mas se você considerar bem, mesmo que passemos por uma situação dessas, isso não é o fim do mundo.

Devemos aprender a ser menos severos conosco. E se uma situação dessas ocorresse? E se passássemos vergonha em público? A vida tem coisas muito mais importantes do que manter as aparências o tempo todo. Seja honesto consigo, aprenda a reconhecer os seus limites.

Desmaiar em público

Durante uma crise de pânico, nos sentimos tão vulneráveis, em especial se estivermos sozinhos, que é comum ter medo de desmaiar em ambiente público. O que irá acontecer se eu desmaiar na rua? Quem irá cuidar de mim? Esse temor também pode ocorrer pelo medo de desmaiar e nunca acordar, como em situações de coma ou morte. Um desmaio ocorre por falta de circulação sanguínea no cérebro. Esse é apenas um mecanismo de proteção do organismo, pois quando caímos no chão, ao ficar na posição horizontal, nosso corpo tem mais facilidade em mandar sangue ao cérebro.

Entretanto, desmaiar durante um ataque de pânico é improvável, considerando a enorme quantidade de sangue que circula no corpo nesse momento. O sistema de luta ou fuga faz o coração bater mais rápido e levar mais sangue ao corpo todo para que ele possa reagir aos perigos esperados. Um dos fatos que podem sustentar a sensação de que a pessoa irá desmaiar durante um ataque de pânico pode ser a tontura sentida, reação à hiperventilação gerada por uma respiração acelerada. Por mais que isso possa parecer não fazer sentido, esse sintoma não leva ao desmaio.

Ataques cardíacos

É comum pessoas que tem ataques de ansiedade temerem por problemas cardíacos. Esse temor está relacionado aos sintomas gerados pelo pânico, que tendem a ser associados a patologias cardíacas. Os principais sintomas de problemas no coração são: falta de ar, dores no peito, palpitações e desmaios. Esses sintomas estão associados ao esforço físico, ou seja, quanto mais exercício a pessoa fizer, piores ficamos sintomas, e vice versa. Assim, os sintomas tendem a desaparecer rapidamente com um pouco de descanso.

Isso já não ocorre com os sintomas associados com os ataques de ansiedade. Esses sintomas podem ocorrer durante uma atividade física, mas se diferenciam por ocorrer com mais frequência quando em repouso. Isso pode ser facilmente diferenciado por meio de um eletrocardiograma, onde durante um ataque de pânico, se apresenta apenas um aumento no batimento cardíaco, enquanto que em doenças cardíacas, podem ser percebidas cargas elétricas no coração.

Parada Respiratória

Esse mesmo raciocínio pode ser aplicado ao ritmo cardiorrespiratório. Muitas vezes, a pessoa se convence que quando se preocupam demais com o coração ou se concentram demais em seus batimentos, podem deixar o coração confuso ou interferir em seu ritmo e fazer com que ele pare de bater corretamente. É comum que sofre com a síndrome do pânico monitorar regularmente seus batimentos para verificar se ele está funcionando normalmente.

Inúmeros estudos já comprovaram o poder da influência da mente sobre o corpo, inclusive sobre o ritmo dos batimentos do coração. Porém, devemos lembrar, que a maior parcela do nosso sistema nervoso, está programado para manter as funções autônomas do organismo. Dessa forma, o seu coração não irá parar de bater apenas por que você quer, ou no caso, por que você teme. Procure um cardiologista caso você queira uma avaliação da sua saúde, isso fará com que a sua consciência fique mais tranquila.

Tempo da doença

Outro fator muitas vezes associado à dificuldade de tratamento está na idade, ou no tempo de manifestação da síndrome do pânico. Independente se a pessoa é jovem ou idosa, os resultados obtidos são os mesmos, e mesmo que o pânico tenha se manifestado já a muitos anos, sempre existe a possibilidade de revertê-lo.

Como vocês podem perceber, a síndrome do pânico não é o fim do mundo e entender o problema, é fundamental para dar forças para encará-lo de frente. O tratamento para o transtorno do pânico é possível seguindo os passos certos. Procure um psicólogo para uma avaliação adequada. Viver bem é um direito de todos nós.

Bruno Moraes de Souza
Psicólogo Comportamental Cognitivo
CRP-06/119065

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